-->

Marie Curie: a dama da Química

 

Quando Marie Sklodowska (Varsóvia, 7 de Novembro de 1867 – Passy, Sallanches, 4 de Julho de 1934) nasceu, a Polônia ainda fazia parte do Império Rússo. O sobrenome Curie foi adquirido em 1895 quando Marie se casou com Pierre Curie. Juntos, eles e Henri Becquerel pesquisaram sobre a radioatividade dos elementos. Marie foi a única pessoa a ser contemplada com dois Prêmios Nobel em categorias diferentes: Química e Física. Ela e seu marido descobriram os elementos rádio e polônio. Porém, como a radioatividade era pouco conhecida, Marie de certa forma brincou com a vida ao manusear estes elementos. Porém, suas notáveis descobertas mudaram os ramos da Ciência e são de grande importância nos tempos de hoje.

Marie era a quinta e mais jovem filha de um conhecido casal de professores de Varsóvia. Os pais dela haviam perdido muito dinheiro por conta de envolvimento em levantes patrióticos que pediam a independência da Polônia. Por conta disso, Marie e sua família passaram necessidades. Quando ela tinha 12 anos, sua mãe, que era católica, faleceu e dois anos depois sua irmã mais velha também. A dor dessas duas perdas influenciaram o abandono do catolicismo e a entrada no caminho agnóstico.

Marie foi tutora após passar por um período de depressão. Ela foi impedida de prosseguir na sua carreira superior por ser mulher. Por conta disso, Marie procurou a Universidade Volante que desafiava os costumes da época e admitia mulheres. Ela começou na medicina, mas acabou indo parar na Matemática, Física e Química. Em 1894 ela tinha duas graduações, trabalhava de dia e lecionava de noite e passavam tanta necessidade que desmaiava de fome.

Em 1896, Marie começou seus trabalhos com radiações emitidas por sais de urânio juntamente com Henri Becquerel. O elemento polônio foi uma homenagem a Polônia. Do elemento rádio foram extraídos 0,1 g em 1902. No ano seguinte, ela, Becquerel e Pierre Curie receberam o Nobel. Pierre veio a falecer em 1903 e assim, ela ocupou o lugar dele como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências. Em 1911 ela ganha mais um Nobel na área de Química após a Academia de Ciências de Paris a rejeitar como sócia. Após a morte do marido, Marie foi amante de um homem casado. O fato causou escândalos e xenofobia.

Marie morreu aos 67 anos de idade vítima de leucemia por conta das constantes exposições a radiação. Sua filha mais velha, Irène, recebeu um Nobel; a outra, Éve, escreveu uma biografia sobre a mãe que originou um filme, dois telefilmes e uma minissérie. Marie Curie é mais um símbolo da força da mulher. Pierre, seu marido, é um exemplo de que o amor, o respeito e a parceria na ciência independem do fato ser homem ou mulher. Aliás, o elemento número 96 da tabela periódica é uma homenagem a eles.

Saiba mais: http://bit.ly/1ANJAwp, http://bit.ly/1FSQk1R

Autor(es):

Yara Laiz Souza

Sou graduanda de Ciências Biológicas e pesquisadora da área de Genética Populacional, apaixonada por astronomia e pipoca.

Todas as postagens do(a) autor(a)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.