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Explorando o fundo cósmico de raios-X

 
Crédito: ROSAT.

Crédito: ROSAT.

Artigo traduzido de Phys.org. Autor: Brian Koberlein.

Provavelmente você está familiarizado com o fundo cósmico de microondas. Este fundo é um resquício térmico do big bang. Devido à expansão do universo, esta energia remanescente tem uma temperatura de cerca de 2,7 K, o que significa que existe principalmente nos comprimentos de onda de microondas. Vemos esse fundo cósmico como um brilho difuso e de baixa energia da radiação de microondas.

Mas existe um outro plano de fundo que existe, conhecido como o fundo cósmico de raio-x. Assim como a radiação cósmica de fundo é uma luz difusa de microondas, o fundo cósmico de raios-x é um brilho difuso de raios-x. Você pode ver uma imagem desse fundo de raios-x na imagem acima. É uma imagem de cores falsas, onde o vermelho, verde e azul representam baixas, médias e altas energias de raios-x.

Ao contrário do fundo de microondas, o fundo de raios-x não é um remanescente do Big Bang. Em vez disso, é gerado através de vários processos. A maior parte do fundo é produzida por fontes localizadas, tais como núcleos galácticos ativos, mas outras fontes são a bolha local dos meios interestelares que circundam o Sol e outras estrelas no braço espiral de Orion. Mas há uma pequena parte do fundo que permanece inexplicado.

Uma das dificuldades em compreender o fundo de raios-x é o enorme desafio de observar raios X em alta resolução. Raios-x tendem a penetrar nos materiais, então você não pode simplesmente fazer um espelho para focar os raios-x da mesma forma como fazemos para luz visível ou ondas de rádio . Telescópios de raios-X precisam ter materiais especiais para refletir os raios-x, e eles precisam ter uma distância focal muito longa.

Autor(es):

Jessica Mapo

Um universo inteiro a ser descoberto por ele mesmo. 22 anos, aspirante a astrofísica, tradutora no site Ciência e Astronomia e no site Universo Racionalista. Apaixonada por astronomia desde pequena e fascinada por exatas desde o berço.

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