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Astrônomos acham evidencia de outros universos!

 

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“ Nosso cosmos já se feriu ao se chocar com outros universos, e agora astrônomos acham evidencia destes impactos na radiação cósmica de fundo.”

Existe algo interessante em andamento no mundo da cosmologia. Em fevereiro, Roger Penrose, da universidade de Oxford e Vahe Gurzadyan, na universidade estadual de Yerevan, Armenia, Anunciou o achado de um padrão de círculos concêntricos na radiação cósmica de fundo, análoga ao eco do Big Bang.

Segundo eles, isto é exatamente o que se esperaria caso o universo fosse eternamente cíclico. Isto quer dizer que cada ciclo termina com um novo Big Bang, que por sua vez, inicia um novo ciclo universal. Neste modelo, o universo é como uma Boneca Russa, com universos prévios contidos dentro do universo atual.

Esta é uma descoberta extraordinária e evidencia algo ocorrido antes do nosso convencional Big Bang, sempre tido como o início absoluto de tudo o que existe.

No dia 21 de Março, outro grupo de cientistas disse ter achado mais uma evidência na radiação de fundo. Começaram com um modelo diferente do universo, chamado “Inflação Eterna”. Nesta linha de raciocínio, o universo que vemos é meramente uma bolha no cosmos, dentro de um cosmos maior ainda e com outras bolhas cósmicas contidas nele, cada qual teria suas próprias leis físicas que poderiam ser dramaticamente diferente das nossas.

Essas bolhas provavelmente tiveram um passado violento, empurrando-se e deixando para trás “feridas cósmicas” quando se tocavam. Se for realmente assim, estas “feridas” devem ser visíveis até hoje, na radiação cósmica de fundo.

Agora, Stephen Feeney, da University College London (Londres) junto a alguns colegas dizem ter achado evidencias destas feridas em forma de padrões circulares na radiação de fundo. De fato, Eles encontraram quatro destas feridas, o que significa que nosso universo já deve ter se colidido com pelo menos quatro destas bolhas em seu passado.

Novamente, este é um resultado extraordinário, trata-se da primeira evidência da existência de outros universos além do nosso.

Feeney e seus colegas agora buscam por todas as propriedades estatisticamente improváveis afim de garantir e consolidar a veracidade deste evento.

Existem algumas precauções estatísticas que podem ir a contra mão disso, mas estes argumentos são, até o momento, improváveis. Nas últimas semanas, muitos outros grupos de cientistas veem confirmando o achado de Penrose, enquanto outros não. Espera-se que estes outros grupos encontrem padrão similar ao de Feeny. O único modo de resolver este enigma é confirmando ou refutando os achados com dados melhores e mais atualizados.

Cosmologistas deverão ter dados mais relevantes para utilizar dentro de alguns anos, graças a espaçonave Planck. Quando conseguirem este feito, os círculos deverão ficar claros, ou então, simplesmente desaparecer por completo das imagens.

Enquanto isso, melhor nos prepararmos para os incríveis debates que estão por vir graças as informações já adquiridas por estes mesmos.

Fonte: [TECHNOLOGYREVIEW.com]

Autor(es):

Sergio Panceri

Sou um escritor paranaense com certo fascínio pela ciência desde que me entendo por gente. Me torno mais fascinado ainda quando o assunto é sobre astronomia.

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