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Galáxia Andrômeda em diferentes comprimentos de onda

 

Esta é a galáxia Andrômeda, que é uma das poucas que pode ser observada a olho nu, ou com um simples binóculos. Andrômeda possui duas vezes o tamanho da Via Láctea e é a galáxia mais próxima de nós, estando a pouco mais de 2,54 milhões de anos-luz de distância, mas está a aproximar-se de nós à incrível velocidade de 500 mil kms/h. É provável que ela se colida com a nossa galáxia, daqui a aproximadamente 3 bilhões de anos. A “dança gravitacional” da colisão durará mais um pouco, cerca de 1 bilhão de anos, até ficar somente uma galáxia elíptica… Mas espera um pouco ! Se o Universo está se expandindo, e as galáxias se separando umas das outras, porque Andrômeda colidirá com a Via Láctea ? A explicação disso é simples, o motivo das duas colidirem é pela proximidade de ambas galáxias, com isso a força gravitacional das duas fazem uma se aproximar da outra.

Nítida foto da Galáxia Andrômeda, feita pelo telescópio espacial Hubble.

Nítida foto da Galáxia Andrômeda, feita pelo telescópio espacial Hubble.

 

Em esta figura, nós conseguimos destacar Andrômeda em 4 diferentes comprimentos de ondas, cada um com seu significado. Acompanhe abaixo, para saber o que significa cada um deles.

Foto de Andrômeda em diferentes comprimentos de ondas.

Foto de Andrômeda em diferentes comprimentos de ondas.

Na primeira figura, temos a ”imagem ótica”, que é a mais popular entre os astrofotógrafos ou imagens de Hubble. Este tipo de comprimento, pode ser feito por qualquer pessoa, usando uma boa câmera, um bom filtro e telescópio grande, para captar muita luz.

Na segunda, vemos a ”Composta”, que recebe este nome por ser uma mistura entre a imagem em Infravermelho e a Ótica.

Na terceira e na quarta imagem, temos uma das mais interessantes e importantes, porque uma delas revelam o nascimento de estrelas e na outra ela no ultimo estagio de sua vida. A terceira imagem é a de Infravermelho, que foi tirada pelo telescópio ”Hershel”, e vemos nesta foto uma grande quantidade de nuvens de poeira e gás frio onde provavelmente novas estrelas iram se formar. Dentro dessas nuvens, existem muitos casulos empoeirados que contêm estrelas em formação, cada estrela puxando-se juntos em um lento processo gravitacional o material (gás e poeira) interestelar, que pode durar centenas de milhões de anos. Uma vez que uma estrela atinge uma densidade alta o suficiente, ela começará a brilhar em comprimentos de onda ópticos, e irá emergir de sua nuvem de nascimento e tornar-se visível a telescópios comuns. Na ultima foto, encontramos a ”X-Ray” (ou Raio X em português). Esta foto foi tirada pelo observatório da ”ESA” XMM-Newton. Nos vimos que na imagem em Infravermelho, apresentam o nascimento e formação de estrelas, mas no X-Ray, o processo é ao contrário, porque na foto em X-Ray, apresenta a morte de estrelas, em quanto o Infravermelho o nascimento. No centro de Andrômeda vemos um agrupamento de estrelas, onde é o local está mais ”lotado” de estrelas juntas. Algumas destas são ondas de choque e restos de estrelas que explodiram rolando pelo espaço, outros são pares de estrelas trancadas em uma luta gravitacional até a morte.

A esquerda Infravermelho e a direita Raio X.

A esquerda Infravermelho e a direita Raio X.

 

No centro, vemos as imagens infravermelho e a de raios-X juntas. Elas mostram a informação que é impossível recolher do chão, porque esses comprimentos de onda são absorvidos pela atmosfera da Terra. A luz visível nos mostra as estrelas adultas, enquanto infravermelho nos dá as jovens e de raio-x mostra aqueles nos estertores de sua morte.

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